
Abriu as mãos muito docemente e apertou as suas. Eram suaves, macias. Cheiravam a rosas. Tal como o seu cabelo ruivo. Olhou-a. Tinha as bochechas rosadas. Os olhos azuis muito brilhantes. E os lábios estavam vermelhos, abertos num sorriso despedaçado. Como queria abraça-la. Beijá-la e nunca mais a largar. Ficar assim para sempre, entregue à vontade do coração que lhe rebentava no peito. Mas não o fez. Faltou-lhe a valentia. E depois, ela partiu.
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