quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Há pessoas que são como casas abandonadas, deixadas pelas ruelas estreitas e escuras, onde as dores se amontoam e a vida se dissipa. São como prisões sem prisioneiros. Os seus prisioneiros são elas mesmas, entregues ao sossego dilacerante que é não ter nada nem ninguém. São casas (ou será melhor dizer pessoas?) que não conhecem dono, pelo que não conhecem os afectos e muito menos a afeição. E por não conhecerem a afeição, são como abismos, um poço vazio fitando o céu imenso.

1 comentário:

Anónimo disse...

Concordo. É muito triste, isso... Mas elas existem.