Há pessoas que são como casas abandonadas, deixadas pelas ruelas estreitas e escuras, onde as dores se amontoam e a vida se dissipa. São como prisões sem prisioneiros. Os seus prisioneiros são elas mesmas, entregues ao sossego dilacerante que é não ter nada nem ninguém. São casas (ou será melhor dizer pessoas?) que não conhecem dono, pelo que não conhecem os afectos e muito menos a afeição. E por não conhecerem a afeição, são como abismos, um poço vazio fitando o céu imenso.
1 comentário:
Concordo. É muito triste, isso... Mas elas existem.
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