sábado, 2 de agosto de 2008

A minha sede minhota deve-se à minha sede de isolamento. De partida para o norte decidi fugir em direcção ao mato, onde, de seguida, me decidi perder, aventurando-me sozinha pelas colinas perfeitamente esculpidas e cobertas de um manto verde. E fugi como quem insiste em encontrar o seu Deus. Fugi não apenas por fugir, mas porque era de fugir que eu realmente precisava. Seguir a minha sede. E depois saciá-la, regozijando de contentamento. E a minha sede levou-me para onde as casas são feitas de pedra. Onde os carros têm de esperar que as vacas desimpeçam a estrada. Onde não há lugar para pensamentos patéticos, cobertos do frenesim citadino. E foi lá, onde se respira o aroma dos eucaliptos, que decidi que quando for grande quero ter um pequena casa, junto a um riacho, onde todas as noites o céu se reveste de estrelas capazes de iluminar todo o mundo.

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