“But I have promises to keep,/And miles to go before I sleep,/And miles to go before I sleep.” E é a verdade. O meu corpo é apenas um invólucro que traz dentro de si uma fome (ou até sede, quem sabe?) insaciável, que domina todo o espaço, consumindo até a vontade própria. Por isso, caminho sem saber para onde vou, por entre a noite escura, que, apesar de não ser a mais escura de todas as noites, é a que mais me assola, por ser aquela em que a única coisa que me resta fazer é caminhar lado a lado com a solidão, como que de mãos dadas. E enquanto há coisas que simplesmente não resistem ao excesso de silêncio, outras, aquelas das quais tanto fugimos, reforçam-se, deixando atrás de si o rasto da destruição iminente, que é como quem diz, o rasto das almas desfeitas e dos corações partidos. Ainda assim, este caminhar é só meu e apenas a mim me diz respeito. E pouco me importam os degraus que já subi, pois a cada passo aumentam os passos que ainda me faltam dar. Porém, diz-me o meu monstro interior, “Hoje estás mais próxima de chegar ao fim do caminho.”.
[25/07/2008]
Sem comentários:
Enviar um comentário