Sempre que acordo é a ti que procuro. Quero que o teu abraço seja a primeira coisa do dia. Não me faz falta o café, nem o cigarro. Tudo o que quero é sentir os teus cabelos sobre o meu rosto, a tua pele contra a minha pele. E deixar que os nossos corpos que nos traiam. As bochechas rosadas, a gota de suor a surgir por detrás dos cabelos, na testa. As pernas bambas, as mãos desastradas. Deixar que o corpo denuncie o que as palavras têm preguiça de dizer.
Os meus lábios parecem estar dormentes, a minha cabeça apenas gira. Não sei fazer mais do que beijar-te. E sou capaz de jurar que o meu peito foi feito para que pudesses descansar a tua cabeça. O que mais gosto em ti são os teus olhos. Conseguem falar com os meus. E é tão bom escutar as suas conversas. Quem me dera estar assim para sempre. Mas depois vem o mundo separar-nos, com estas estradas que deixou que o homem construísse
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