terça-feira, 7 de outubro de 2008

Manifestações de um Bicho-do-Mato Revoltado

14 anos. O crescimento, a descoberta, a fome de mais, muito mais. A aparição de uma forte chama, há muito existente, mas que só aí se faz sentir, como labaredas destruindo tudo há sua volta. Porém, esta chama não destrói. Constrói, pois é o que a sede de vida diz, pede, exige. E entretanto, enquanto ainda não se distingue entre a chama e a rebelião, o corpo muda, a voz muda, a mente muda. Tudo muda, e o indivíduo fica como sem saber para que lado se virar. Mas como um bêbado depois de uma noite partilhada com os seus demónios interiores, o indivíduo decide virar-se para o lado que dá mais jeito, que é como quem diz, para o lado em que o corpo se sente mais confortável. E assim surge o pré-adolescente, que ainda mal se habituou a não usar fraldas, já se vê deparado com a decisão pesadíssima de decidir um caminho.

Pois bem, lembro-me perfeitamente dos meus 14 anos. Escolher um caminho nunca me foi coisa muito difícil e nunca achei trabalho muito árduo, mas recordo-me bem de ter muitas vezes duvidado da direcção que havia escolhido. O problema é que quando escolhemos está escolhido. Já não há volta a dar, porque o passado fica lá sempre, mesmo que construamos um presente novo. Agora, contudo, olho para os meus 14 anos e, dando uma palmadinha orgulhosa nas minhas próprias costas, digo “Muito bem escolhido, muito bem de facto.”. E não é que foi mesmo bem escolhido? O outro caminho que poderia ter seguido era aquele onde os pré-adolescentes com síndrome de “olha para mim que tenho a mania que sou bom e mais que tu” se afogam, perante a sua ânsia de ser mesmo bons e melhores do que outro qualquer, e acreditando serem os mais “fixes” de sempre.

Agora tenho 16 anos (sim, não é grande a diferença, e estar quase a fazer 17 também não muda grande coisa), olho para os que se decidiram pelo caminho oposto ao meu e vejo pessoas que não mudaram muito. A mania mantêm-se, bem como a vontade de ser o melhor. E ainda se encontram no 9º ano. Agora pergunto-vos: Isso é que é ser “fixe”? Ainda bem que nunca fui.

1 comentário:

Anónimo disse...

Shiii, a Teresa não é fixe! xD

Há gente muito interessante e fixe. E depois há os "fixes" -.-.

É fixe ser fixe! Yeeee "V"